Vivências da Disciplina Metodologia de pesquisa em Artes ministrada pelas Prof.s Luísa Monteiro, Mayrla Andrade e Wlad Lima
quinta-feira, 4 de abril de 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – UFPA
INSTITUTO DE CIÊNCIA DA ARTE – ICA
ESCOLA DE TEATRO E DANÇA – ETDUFPA
LICENCIATURA EM DANÇA
INSTITUTO DE CIÊNCIA DA ARTE – ICA
ESCOLA DE TEATRO E DANÇA – ETDUFPA
LICENCIATURA EM DANÇA
LETÍCIA SAMARA FERNANDES MATOS
“FORÇA, GARRA E DETERMINAÇÃO... NÓS SOMOS A FANTED DANÇAMOS COMO UM LEÃO”
O processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila do município de Marituba no ano de 2008
Trabalho apresentado à Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, como requisito parcial à obtenção de nota da disciplina Metodologia da Pesquisa em Arte ministrada pelas professoras Wlad Lima, Luíza Monteiro e Mayrla Andrade.
Belém –PA
2013
2013
Sumário
1. Contextualização.................................................................................................?
2. Objetivos..............................................................................................................?
3. Delimitação..........................................................................................................?
4. Justificativa...........................................................................................................?
5. Problematização e Hipótese.................................................................................?
6. Estado da Arte.....................................................................................................?
7. Metodologias........................................................................................................?
8. Cronograma..........................................................................................................?
9. Referências...........................................................................................................?
10. Anexos...............................................................................................................?
2. Objetivos..............................................................................................................?
3. Delimitação..........................................................................................................?
4. Justificativa...........................................................................................................?
5. Problematização e Hipótese.................................................................................?
6. Estado da Arte.....................................................................................................?
7. Metodologias........................................................................................................?
8. Cronograma..........................................................................................................?
9. Referências...........................................................................................................?
10. Anexos...............................................................................................................?
1. Contextualização
Histórico das Bandas e Fanfarras
Desde os primórdios da humanidade, observam-se as existências das corporações musicais, que nos dias de hoje é conhecida, também como bandas de música e ou fanfarras. Inicialmente, tinham por objetivo estimular as tropas, durante as guerras e batalhas, bem como alegrar as festas religiosas.
Na atualidade, caracterizam-se, principalmente, pelo caráter cívico - desfiles e eventos comemorativos, como o dia da independência, entre outros. A história das bandas de música nos reporta para os primórdios da humanidade. O homem primitivo, como tambores, para comunicar-se em festividades religiosas e estimular as tropas durante as guerras. Alguns estudiosos revelam que, geralmente, eram os deficientes físicos que tocavam tais instrumentos. Fato, este, observado na época de Napoleão Bonaparte (1769- 1821), o qual a exposição de pessoas mutiladas na guerra desempenhava esse Papel. O Regente e professor de música Pereira (1999) comenta que, lendo Cernicchiaro (1926) verificou que no Brasil, o movimento de Banda de música teve início na época da colonização, com o ensino musical, realizado pelos jesuítas para a população indígena, bem como a primeira informação sobre corporação musical, provavelmente, se encontra em uma crônica de conto Magalhães, a qual expõe a narrativa de um diálogo entre dois jesuítas, Manuel Paiva e Leonardo Nunes:
O padre Manuel de Paiva (que deveria ser um homem de mente extraordinária, usando para o bem a arte musical) recebia em Santos a visita do padre Nunes (Nunes), vindo de São Paulo. Depois do jantar o padre Nunes, maravilhado, escuta uma serenata na vizinhança do convento. Eram os trovadores portugueses e indígenas que mesclavam os próprios cantos com os dos indígenas ( sic ), com boa e civil harmonia. [...] A orquestra já organizada pelo Padre Paiva era um atrativo para os jovens bárbaros, que tinham revelado rara aptidão para a música. ‘São brasis ( sic ) os vossos músicos? Alguns, porém esperamos ter em breve uma Banda completa dos nacionais’. (PEREIRA, 1999, pp. 21-27).
No entanto, subtendia-se que Banda tratava-se de Fanfarras, pela quantidade e qualidade de instrumentos e instrumentistas. Dentre diversos autores e sinônimos aos termos referidos, encontra-se a contribuição de Jacy Siqueira definindo Banda:
(...) além de significar lado, parte, etc., designava também, (...) certos agrupamentos soldadescos destinados a incitar as tropas ao combate e, certamente, impedir que algum indivíduo menos corajoso fugisse aos violentos embates da guerra. (SIQUEIRA, 1981, p. 19).
Na atualidade, caracterizam-se, principalmente, pelo caráter cívico - desfiles e eventos comemorativos, como o dia da independência, entre outros. A história das bandas de música nos reporta para os primórdios da humanidade. O homem primitivo, como tambores, para comunicar-se em festividades religiosas e estimular as tropas durante as guerras. Alguns estudiosos revelam que, geralmente, eram os deficientes físicos que tocavam tais instrumentos. Fato, este, observado na época de Napoleão Bonaparte (1769- 1821), o qual a exposição de pessoas mutiladas na guerra desempenhava esse Papel. O Regente e professor de música Pereira (1999) comenta que, lendo Cernicchiaro (1926) verificou que no Brasil, o movimento de Banda de música teve início na época da colonização, com o ensino musical, realizado pelos jesuítas para a população indígena, bem como a primeira informação sobre corporação musical, provavelmente, se encontra em uma crônica de conto Magalhães, a qual expõe a narrativa de um diálogo entre dois jesuítas, Manuel Paiva e Leonardo Nunes:
O padre Manuel de Paiva (que deveria ser um homem de mente extraordinária, usando para o bem a arte musical) recebia em Santos a visita do padre Nunes (Nunes), vindo de São Paulo. Depois do jantar o padre Nunes, maravilhado, escuta uma serenata na vizinhança do convento. Eram os trovadores portugueses e indígenas que mesclavam os próprios cantos com os dos indígenas ( sic ), com boa e civil harmonia. [...] A orquestra já organizada pelo Padre Paiva era um atrativo para os jovens bárbaros, que tinham revelado rara aptidão para a música. ‘São brasis ( sic ) os vossos músicos? Alguns, porém esperamos ter em breve uma Banda completa dos nacionais’. (PEREIRA, 1999, pp. 21-27).
No entanto, subtendia-se que Banda tratava-se de Fanfarras, pela quantidade e qualidade de instrumentos e instrumentistas. Dentre diversos autores e sinônimos aos termos referidos, encontra-se a contribuição de Jacy Siqueira definindo Banda:
(...) além de significar lado, parte, etc., designava também, (...) certos agrupamentos soldadescos destinados a incitar as tropas ao combate e, certamente, impedir que algum indivíduo menos corajoso fugisse aos violentos embates da guerra. (SIQUEIRA, 1981, p. 19).
O que é Corpo Coreográfico?
O corpo coreográfico é formado por um grupo específico dentro da Linha de Frente, com a finalidade de executar as coreografias das peças musicais, e normalmente é composto pelo maior número possível de integrantes da Linha de Frente, diferente da dança o corpo coreográfico são avaliados em critérios marciais além dos coreográficos. O CC poder utilizar adereços manuais (bandeiras, bastões, e etc..) podendo esse ser de qualquer tamanho e espessura, com objetivo de enriquecer o efeito visual das coreografias respeitado sempre o caráter marcial dos movimentos.
O concurso
O concurso
O concurso de Bandas e Fanfarras no Brasil
Os concursos de Bandas e Fanfarras começaram em 1956, quando a Rádio Record organizou os Campeonatos para Bandas Marciais e Fanfarras de colégios que se dedicavam à formação de pelotões cívicos para os desfiles comemorativos do dia da Independência (07 de Setembro), tendo, assim um caráter condizente com o tempo, em que o Brasil se “preparava” para o Golpe Militar de 1964. Na atualidade, os concursos são realizados anualmente no Pará no período de setembro se estendendo em alguns estados até o mês de dezembro, seguindo as normas do regulamento da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).
As Bandas e Fanfarras do Município de Marituba
As Bandas e Fanfarras existem no município de Marituba desde o início da década de 90. A partir de 2005 com os inicio do concurso municipal, ocorreram várias transformações nos aspectos organizacionais, técnicos e artísticos a fim de contribuir para formação de músicos-aprendizes e artistas (Mores, Balizas e Corpos coreográficos) em geral.
Em 2005, ocorreu o primeiro concurso organizado pela Prefeitura Municipal de Marituba no dia 12 de Setembro do mesmo ano. Se tratando o aspecto técnico, em 2007, a Associação Musical da Amazônia (AMA) reconfigurou o concurso, tendo como base fundamental o regulamento Paraense em vista com a Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).
Em 2005, ocorreu o primeiro concurso organizado pela Prefeitura Municipal de Marituba no dia 12 de Setembro do mesmo ano. Se tratando o aspecto técnico, em 2007, a Associação Musical da Amazônia (AMA) reconfigurou o concurso, tendo como base fundamental o regulamento Paraense em vista com a Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).
2. Objetivos
Geral:
Investigar o processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008.
Específicos:
Analisar vídeos e fotos da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008;
Entrevistar coreógrafo, coordenadores e a direção da escola Estadual Santa Tereza D’Ávila no qual o corpo coreográfico faz parte;
Verificar as contribuições da integrante-bailarina Samara Matos no processo de criação do corpo coreográfico no ano de 2008;
Investigar os adereços cênicos usados nas composições coreográficas da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008;
Reconhecer a importância dos variados gêneros de dança inseridos nas composições coreográficas da Fanfarra Tereza D’ Ávila no ano de 2008.
3. Delimitação
A Fanfarra Tereza D’Ávila do Município de Marituba
A Fanfarra Tereza D’Ávila (FANTED) surgiu em 2003, aliada à Escola Regime em Convênio de Ensino Fundamental e Médio Santa Tereza D’Ávila - que fica localizada na Rua Decouville, nº 951, Bairro Decouville, na parte periférica do Município de Marituba. A priori, a banda era somente de percussão – não tinha nenhum instrumento de sopro como trompete, corneta, etc. – sofrendo diversas transformações neste sentido. Em 2008, a banda se consolidou como fanfarra simples, ou seja, com instrumentos percussivos e de sopro. Neste mesmo ano foi criado o corpo coreográfico
O corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila no Município de Marituba no ano de 2008
No ano de 2008, foi criado o Corpo coreográfico da FANTED que tinha como coreógrafo oficial José Willen Brasil Lima (mais conhecido como Brasil), no intuito de impactar, engrandecer e reconhecer a qualidade técnica da fanfarra para fins de uma linha de frente completa para a disputa em concursos municipais, estaduais e nacionais. O ano de 2008 foi de muitas glórias. O Corpo Coreográfico ganhou todos os concursos que participou, ficando inclusive em primeiro lugar no campeonato, se tratando da categoria técnica – fanfarra simples regional (SIBMOL), e em segundo lugar geral no Campeonato Paraense de Bandas e Fanfarras entre todas as categorias. O reconhecimento foi extraordinário; a Fanfarra Tereza D’Ávila (FANTED) foi aclamada pelo público onde passava. A qualidade técnica impressionante foi comparada a nível nacional repercutindo, enfim, numa excepcionalidade nas composições coreográficas.
Samara Matos – Integrante-bailarina do Corpo Coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila do Município de Marituba
A minha experiência em relação a Bandas e Fanfarras começou muito antes da criação do corpo coreográfico FANTED. Nesta mesma banda, participei como pratista (instrumento prato) por quatro anos, no qual adquiri técnicas importantes para a execução musical do instrumento, ou seja, havia coreografias marciais que aconteciam simultaneamente. Com minhas vivências no ballet clássico, sentia a necessidade dehaver um corpo coreográfico na FANTED, no qual tenho um apreço enorme, por ser discente desde a alfabetização até o convênio. Em 2008, enfim, foi criado o corpo coreográfico. Porém, um ano antes tudo foi organizado e sistematizado pela diretoria para a criação da linha de frente completa (Pelotão Cívico, Estandarte, Corpo Coreográfico, Balizas Masculino e Feminino, Mor e Corpo Musical, ou seja, a fanfarra em si). Automaticamente, integrei ao corpo coreográfico, no qual me senti contemplada, uma vez que faço parte da dança. As experiências adquiridas foram de suma importância, no que diz respeito a aprimoramento de técnicas tanto de dança quanto da marcialidade.
O processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008
A priori, o processo de criação começou com a divulgação do que é um corpo coreográfico e linha de frente, a fim de um melhor entendimento na transformação que a Fanfarra Tereza D’Ávila iria perpassar. As palestras e reuniões foram de suma importância para com a execução coreográfica de uma fanfarra. Para o fortalecimento do grupo e uma noção básica dessas nomenclaturas, iniciaram-se as composições coreográficas do corpo coreográfico.
O garbo está inserido no aspecto marcial, uma vez que existem dez quesitos subdivididos em duas partes: marcial (garbo, marcha, alinhamento e cobertura e uniformidade) e o coreográfico (criatividade, ritmo, dificuldade técnica, evolução, formação e sincronismo).
Havia uma diferenciação no que diz respeito à marcha, uma vez que alguns integrantes-bailarinos vieram da fanfarra. O Coreógrafo Willen Brasil “impôs” a marcha de ponta (a marcha na mesma altura entre as pernas puxando-a até o joelho, nivelado ao ângulo de noventa graus em ponta), a fim de nivelar a qualidade técnica da mesma.
O processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008
A priori, o processo de criação começou com a divulgação do que é um corpo coreográfico e linha de frente, a fim de um melhor entendimento na transformação que a Fanfarra Tereza D’Ávila iria perpassar. As palestras e reuniões foram de suma importância para com a execução coreográfica de uma fanfarra. Para o fortalecimento do grupo e uma noção básica dessas nomenclaturas, iniciaram-se as composições coreográficas do corpo coreográfico.
O garbo está inserido no aspecto marcial, uma vez que existem dez quesitos subdivididos em duas partes: marcial (garbo, marcha, alinhamento e cobertura e uniformidade) e o coreográfico (criatividade, ritmo, dificuldade técnica, evolução, formação e sincronismo).
Havia uma diferenciação no que diz respeito à marcha, uma vez que alguns integrantes-bailarinos vieram da fanfarra. O Coreógrafo Willen Brasil “impôs” a marcha de ponta (a marcha na mesma altura entre as pernas puxando-a até o joelho, nivelado ao ângulo de noventa graus em ponta), a fim de nivelar a qualidade técnica da mesma.
O processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila no ano de 2008
A priori, o processo de criação começou com a divulgação do que é um corpo coreográfico e linha de frente, a fim de um melhor entendimento na transformação que a Fanfarra Tereza D’Ávila iria perpassar. As palestras e reuniões foram de suma importância para com a execução coreográfica de uma fanfarra. Para o fortalecimento do grupo e uma noção básica dessas nomenclaturas, iniciaram-se as composições coreográficas do corpo coreográfico.
O garbo está inserido no aspecto marcial, uma vez que existem dez quesitos subdivididos em duas partes: marcial (garbo, marcha, alinhamento e cobertura e uniformidade) e o coreográfico (criatividade, ritmo, dificuldade técnica, evolução, formação e sincronismo).
Havia uma diferenciação no que diz respeito à marcha, uma vez que alguns integrantes-bailarinos vieram da fanfarra. O Coreógrafo Willen Brasil “impôs” a marcha de ponta (a marcha na mesma altura entre as pernas puxando-a até o joelho, nivelado ao ângulo de noventa graus em ponta), a fim de nivelar a qualidade técnica da mesma.
No processo coreográfico, há a inclusão dos adereços cênicos (bandeiras grandes, pequenas e cata-ventos) juntamente com as figuras coreográficas - que está inserido nos quesitos formação e evolução. Há também a junção da música para com a dança, no qual o coreógrafo dever ter um conhecimento básico de música – partituras, tempo, notas musicais, compasso, etc.
Por fim, no produto final é contemplativo. No momento da apresentação, o corpo coreográfico enfatiza essencialmente nas peças musicais. Entretanto, o conjunto é de suma importância para com a finalização da composição coreográfica. No caso da FANTED, o primeiro campeonato foi o Paraense, no qual o corpo coreográfico se apresentou na Aldeia Cabana – localizado no Bairro da Pedreira, em Belém.
O nervosismo foi maior na entrada, uma vez que o grupo era inexperiente, pois foi a primeira apresentação do corpo coreográfico. Com grande expectativa, o corpo coreográfico FANTED era esperado pelo público assim como pelas corporações concorrentes. As peças musicais foram executadas tecnicamente, tendo assim a aclamação do grupo. Pela primeira vez o corpo coreográfico da região metropolitana fora da capital, surpreendeu com sua apresentação técnica diferenciada da composição coreográfica e um impacto visual através adereços cênicos ali inseridos.
O garbo está inserido no aspecto marcial, uma vez que existem dez quesitos subdivididos em duas partes: marcial (garbo, marcha, alinhamento e cobertura e uniformidade) e o coreográfico (criatividade, ritmo, dificuldade técnica, evolução, formação e sincronismo).
Havia uma diferenciação no que diz respeito à marcha, uma vez que alguns integrantes-bailarinos vieram da fanfarra. O Coreógrafo Willen Brasil “impôs” a marcha de ponta (a marcha na mesma altura entre as pernas puxando-a até o joelho, nivelado ao ângulo de noventa graus em ponta), a fim de nivelar a qualidade técnica da mesma.
No processo coreográfico, há a inclusão dos adereços cênicos (bandeiras grandes, pequenas e cata-ventos) juntamente com as figuras coreográficas - que está inserido nos quesitos formação e evolução. Há também a junção da música para com a dança, no qual o coreógrafo dever ter um conhecimento básico de música – partituras, tempo, notas musicais, compasso, etc.
Por fim, no produto final é contemplativo. No momento da apresentação, o corpo coreográfico enfatiza essencialmente nas peças musicais. Entretanto, o conjunto é de suma importância para com a finalização da composição coreográfica. No caso da FANTED, o primeiro campeonato foi o Paraense, no qual o corpo coreográfico se apresentou na Aldeia Cabana – localizado no Bairro da Pedreira, em Belém.
O nervosismo foi maior na entrada, uma vez que o grupo era inexperiente, pois foi a primeira apresentação do corpo coreográfico. Com grande expectativa, o corpo coreográfico FANTED era esperado pelo público assim como pelas corporações concorrentes. As peças musicais foram executadas tecnicamente, tendo assim a aclamação do grupo. Pela primeira vez o corpo coreográfico da região metropolitana fora da capital, surpreendeu com sua apresentação técnica diferenciada da composição coreográfica e um impacto visual através adereços cênicos ali inseridos.
4. Justificativa
Minhas experiências na dança me fazem pensar com uma “camaleoa” artística, pois praticava danças populares (boi-bumbá, quadrilha, danças indígenas, carimbó, lundu, etc.) aliadas às práticas básicas da dança clássica. A partir do momento em que conheci o universo marcial de bandas e fanfarras, foi um casamento que deu certo. Com a criação do corpo coreográfico, me senti contemplada, uma vez que a dança estava impregnada e permeava em mim; este campo é diverso, peculiar e híbrido, isto fez com que estas experiências despertassem o “amadurecimento” artístico.
Com a necessidade de enfatizar o universo marcial agregado as práticas da dança, sinto falta de trabalhos na Academia em relação a este tópico, pois as bandas e fanfarras têm um caráter estadual, no qual o Pará é referência para muitos estados por apresentar uma qualidade técnica coreográfica inerente e peculiar nos concursos municipais, estaduais e nacionais. A Academia precisa ter conhecimento desta variabilidade e hibridismo da dança, da música e da marcialidade inserido ao contexto das bandas e fanfarras.
Na dimensão social, enfatizo a importância do reconhecimento do processo de criação coreográfica, a inserção de adereços cênicos para com as composições coreográficas e o produto final assim como a integração da comunidade escolar com a cultura, que pouco era valorizado na Escola. Desta forma, as semióticas de aprendizado são mutáveis e variáveis. A partir do momento em que a sociedade está inserida neste processo, os globos oculares são transformados e voltados para esta questão: a dança e marcialidade como indutor e transformador sociais.
Com a necessidade de enfatizar o universo marcial agregado as práticas da dança, sinto falta de trabalhos na Academia em relação a este tópico, pois as bandas e fanfarras têm um caráter estadual, no qual o Pará é referência para muitos estados por apresentar uma qualidade técnica coreográfica inerente e peculiar nos concursos municipais, estaduais e nacionais. A Academia precisa ter conhecimento desta variabilidade e hibridismo da dança, da música e da marcialidade inserido ao contexto das bandas e fanfarras.
Na dimensão social, enfatizo a importância do reconhecimento do processo de criação coreográfica, a inserção de adereços cênicos para com as composições coreográficas e o produto final assim como a integração da comunidade escolar com a cultura, que pouco era valorizado na Escola. Desta forma, as semióticas de aprendizado são mutáveis e variáveis. A partir do momento em que a sociedade está inserida neste processo, os globos oculares são transformados e voltados para esta questão: a dança e marcialidade como indutor e transformador sociais.
5. Problematização e Hipótese
De quais formas ocorre o processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávilla no ano de 2008?
Dança e Música são vias de mão dupla no processo de criação do corpo coreográfico da FANTED, uma vez que todos os integrantes-bailarinos perpassaram por reuniões, laboratórios e explicações básicas sobre peças musicais, dobrados, compassos, garbo, adereços cênicos, danças agregadas e vários outros itens que constam no regulamento da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF), para assim iniciar o processo de criação coreográfica, ou seja, a montagem das figuras, a inserção dos adereços cênicos, o tempo da execução da coreografia e consciência do movimento ali apresentado, ocasionando um produto final que fora importante no pensar/ agir do integrante-bailarino no momento da apresentação.
Dança e Música são vias de mão dupla no processo de criação do corpo coreográfico da FANTED, uma vez que todos os integrantes-bailarinos perpassaram por reuniões, laboratórios e explicações básicas sobre peças musicais, dobrados, compassos, garbo, adereços cênicos, danças agregadas e vários outros itens que constam no regulamento da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF), para assim iniciar o processo de criação coreográfica, ou seja, a montagem das figuras, a inserção dos adereços cênicos, o tempo da execução da coreografia e consciência do movimento ali apresentado, ocasionando um produto final que fora importante no pensar/ agir do integrante-bailarino no momento da apresentação.
6. Estado da Arte e Referencial Teórico
Os referenciais teóricos de maior relevância para com meu objeto de pesquisa foram os artigos de Veronesi (2006) e Cabral (?), no qual estas retratam os aspectos históricos, políticos e sociais das bandas e fanfarras no Brasil, tendo assim, uma contribuição significativa para com a propriedade teórica sobre o assunto.
Fazendo uma intercomunicação direta com Mauss, no qual “[...] Toda técnica propriamente dita tem sua forma. Mas o mesmo vale para toda atitude do corpo. [...]” (2003, p.403), uma vez que estão presentes diferentes técnicas de manuseios e malabarismos com os adereços cênicos inseridos a composição coreográfica.
Para fins de conhecimento aprofundado a nível estadual, tive como indutores o regulamento oficial da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF), a Associação Musical da Amazônia (AMA) e as explicações coerentes e experientes do Coreógrafo José Willen Brasil Lima que foram de suma importância para a concretização do meu objeto de pesquisa.
Por fim, tenho Brasileiro e Marcassa (2008) como texto-chave e motivador para amplificação de ideias, conceitos e pré-conceitos a respeitos de bandas e fanfarras, linhas de frente no qual o corpo coreográfico está inserido.
Fazendo uma intercomunicação direta com Mauss, no qual “[...] Toda técnica propriamente dita tem sua forma. Mas o mesmo vale para toda atitude do corpo. [...]” (2003, p.403), uma vez que estão presentes diferentes técnicas de manuseios e malabarismos com os adereços cênicos inseridos a composição coreográfica.
Para fins de conhecimento aprofundado a nível estadual, tive como indutores o regulamento oficial da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF), a Associação Musical da Amazônia (AMA) e as explicações coerentes e experientes do Coreógrafo José Willen Brasil Lima que foram de suma importância para a concretização do meu objeto de pesquisa.
Por fim, tenho Brasileiro e Marcassa (2008) como texto-chave e motivador para amplificação de ideias, conceitos e pré-conceitos a respeitos de bandas e fanfarras, linhas de frente no qual o corpo coreográfico está inserido.
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