quinta-feira, 4 de abril de 2013

 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – UFPA
INSTITUTO DE CIÊNCIA DA ARTE – ICA
ESCOLA DE TEATRO E DANÇA – ETDUFPA
LICENCIATURA EM DANÇA

LETÍCIA SAMARA FERNANDES MATOS


“FORÇA, GARRA E DETERMINAÇÃO... NÓS SOMOS A FANTED DANÇAMOS COMO UM LEÃO”







O processo de criação do corpo coreográfico da Fanfarra Tereza D’Ávila do município de Marituba no ano de 2008




Trabalho apresentado à Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, como requisito parcial à obtenção de nota da disciplina Metodologia da Pesquisa em Arte ministrada pelas professoras Wlad Lima, Luíza Monteiro e Mayrla Andrade.







Belém –PA
2013
Sumário

1. Contextualização.................................................................................................?
2. Objetivos..............................................................................................................?
3. Delimitação..........................................................................................................?
4. Justificativa...........................................................................................................?
5. Problematização e Hipótese.................................................................................?
6. Estado da Arte.....................................................................................................?
7. Metodologias........................................................................................................?
8. Cronograma..........................................................................................................?
9. Referências...........................................................................................................?
10. Anexos...............................................................................................................?


1. Contextualização


Histórico das Bandas e Fanfarras
Desde os primórdios da humanidade, observam-se as existências das corporações musicais, que nos dias de hoje é conhecida, também como bandas de música e ou fanfarras. Inicialmente, tinham por objetivo estimular as tropas, durante as guerras e batalhas, bem como alegrar as festas religiosas.
Na atualidade, caracterizam-se, principalmente, pelo caráter cívico - desfiles e eventos comemorativos, como o dia da independência, entre outros. A história das bandas de música nos reporta para os primórdios da humanidade. O homem primitivo, como tambores, para comunicar-se em festividades religiosas e estimular as tropas durante as guerras. Alguns estudiosos revelam que, geralmente, eram os deficientes físicos que tocavam tais instrumentos. Fato, este, observado na época de Napoleão Bonaparte (1769- 1821), o qual a exposição de pessoas mutiladas na guerra desempenhava esse Papel. O Regente e professor de música Pereira (1999) comenta que, lendo Cernicchiaro (1926) verificou que no Brasil, o movimento de Banda de música teve início na época da colonização, com o ensino musical, realizado pelos jesuítas para a população indígena, bem como a primeira informação sobre corporação musical, provavelmente, se encontra em uma crônica de conto Magalhães, a qual expõe a narrativa de um diálogo entre dois jesuítas, Manuel Paiva e Leonardo Nunes:
O padre Manuel de Paiva (que deveria ser um homem de mente extraordinária, usando para o bem a arte musical) recebia em Santos a visita do padre Nunes (Nunes), vindo de São Paulo. Depois do jantar o padre Nunes, maravilhado, escuta uma serenata na vizinhança do convento. Eram os trovadores portugueses e indígenas que mesclavam os próprios cantos com os dos indígenas ( sic ), com boa e civil harmonia. [...] A orquestra já organizada pelo Padre Paiva era um atrativo para os jovens bárbaros, que tinham revelado rara aptidão para a música. ‘São brasis ( sic ) os vossos músicos? Alguns, porém esperamos ter em breve uma Banda completa dos nacionais’. (PEREIRA, 1999, pp. 21-27).
No entanto, subtendia-se que Banda tratava-se de Fanfarras, pela quantidade e qualidade de instrumentos e instrumentistas. Dentre diversos autores e sinônimos aos termos referidos, encontra-se a contribuição de Jacy Siqueira definindo Banda:
(...) além de significar lado, parte, etc., designava também, (...) certos agrupamentos soldadescos destinados a incitar as tropas ao combate e, certamente, impedir que algum indivíduo menos corajoso fugisse aos violentos embates da guerra. (SIQUEIRA, 1981, p. 19).

O que é Corpo Coreográfico?

O corpo coreográfico é formado por um grupo específico dentro da Linha de Frente, com a finalidade de executar as coreografias das peças musicais, e normalmente é composto pelo maior número possível de integrantes da Linha de Frente, diferente da dança o corpo coreográfico são avaliados em critérios marciais além dos coreográficos. O CC poder utilizar adereços manuais (bandeiras, bastões, e etc..) podendo esse ser de qualquer tamanho e espessura, com objetivo de enriquecer o efeito visual das coreografias respeitado sempre o caráter marcial dos movimentos.
O concurso

O concurso de Bandas e Fanfarras no Brasil


Os concursos de Bandas e Fanfarras começaram em 1956, quando a Rádio Record organizou os Campeonatos para Bandas Marciais e Fanfarras de colégios que se dedicavam à formação de pelotões cívicos para os desfiles comemorativos do dia da Independência (07 de Setembro), tendo, assim um caráter condizente com o tempo, em que o Brasil se “preparava” para o Golpe Militar de 1964. Na atualidade, os concursos são realizados anualmente no Pará no período de setembro se estendendo em alguns estados até o mês de dezembro, seguindo as normas do regulamento da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).
 
As Bandas e Fanfarras do Município de Marituba


As Bandas e Fanfarras existem no município de Marituba desde o início da década de 90. A partir de 2005 com os inicio do concurso municipal, ocorreram várias transformações nos aspectos organizacionais, técnicos e artísticos a fim de contribuir para formação de músicos-aprendizes e artistas (Mores, Balizas e Corpos coreográficos) em geral.
Em 2005, ocorreu o primeiro concurso organizado pela Prefeitura Municipal de Marituba no dia 12 de Setembro do mesmo ano. Se tratando o aspecto técnico, em 2007, a Associação Musical da Amazônia (AMA) reconfigurou o concurso, tendo como base fundamental o regulamento Paraense em vista com a Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF).